
Trio é condenado por assassinato e ocultação do corpo de motorista de aplicativo em Ubatuba
Penas somam 49 anos e quatro meses de prisão pelo homicídio qualificado e pela ocultação do corpo de William Germano da Silva
O Tribunal do Júri de Ubatuba condenou Thiago Alves Freitas, Davi da Silva e Célio Pereira Santos Júnior pela morte do motorista de aplicativo William Germano da Silva, ocorrida em agosto de 2023.
Os três foram considerados culpados por homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e por recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de ocultação de cadáver.
As penas aplicadas foram:
Thiago Alves Freitas: 17 anos e quatro meses de prisão;
Davi da Silva: 15 anos de prisão;
Célio Pereira Santos Júnior: 17 anos de prisão.
Somadas, as condenações chegam a 49 anos e quatro meses de reclusão. O cumprimento das penas deverá começar em regime fechado.
O julgamento foi realizado na quinta-feira (16), no Fórum de Ubatuba, e se estendeu por mais de 12 horas. A sessão foi presidida pela juíza Marta Andréa Matos Marinho, da 1ª Vara de Ubatuba.
Segundo a acusação, na noite de 16 de agosto de 2023, os réus agiram em conjunto com um adolescente para capturar William. O motorista foi amarrado, imobilizado e morto com um disparo de arma de fogo às margens da Rodovia Rio-Santos, na altura do km 42,5.
O corpo foi localizado posteriormente em uma ribanceira na região da Praia Vermelha do Norte. O automóvel utilizado pela vítima para trabalhar como motorista de aplicativo também foi encontrado abandonado.
Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que Thiago teria sido o responsável pelo disparo que matou William. Os jurados reconheceram a autoria dos três acusados e rejeitaram as teses de absolvição apresentadas pelas defesas.
No caso de Célio, o Conselho de Sentença também rejeitou os argumentos de que ele teria participado apenas de um crime menos grave ou desempenhado uma função de menor importância.
A investigação apontou que os envolvidos apresentaram versões diferentes sobre o ocorrido. Um adolescente que participou do caso declarou que William foi colocado amarrado no porta-malas do veículo.
Relatórios policiais também mencionaram a possível existência de mandantes e a informação de que os executores teriam recebido dinheiro para praticar o crime. Essa linha, porém, não integrou o julgamento realizado nesta semana, que analisou a responsabilidade dos três réus denúnciados.
Os condenados já estavam presos e não receberam o direito de recorrer em liberdade. A decisão ainda poderá ser questionada pelas defesas nas instâncias superiores.