
Aumento de águas-vivas no litoral paulista exige atenção nas praias
Mudanças nas correntes marítimas, ventos e frentes frias podem aproximar os animais da costa; banhistas não devem tocar nem mesmo em exemplares encontrados na areia.
A presença de águas-vivas e caravelas aumenta durante o inverno no litoral de São Paulo, exigindo atenção de moradores e turistas que frequentam as praias de Ubatuba.
Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo, as mudanças nas condições do oceano durante o período mais frio favorecem a aproximação desses animais da faixa costeira. A passagem de frentes frias, a atuação dos ventos, as ressacas e as alterações nas correntes marítimas podem transportar águas-vivas e caravelas de regiões mais afastadas para áreas próximas às praias.
A ocorrência é considerada um fenômeno natural e sazonal. A presença de vários animais ou tentáculos na faixa de areia é um sinal de alerta para que o banhista evite entrar no mar naquele trecho.
Mesmo quando parecem mortos, esses organismos ainda podem causar lesões. Os tentáculos permanecem capazes de liberar toxinas e provocar dor, ardência, vermelhidão e marcas na pele. Por isso, crianças e adultos não devem tocar, pisar ou tentar retirar águas-vivas e caravelas da areia.
Como evitar acidentes:
Antes de entrar no mar, o banhista deve observar a faixa de areia e perguntar aos guarda-vidas se há registro de águas-vivas ou caravelas naquela praia.
O Ministério da Saúde também recomenda o uso de calçados ao caminhar pela areia e, em atividades de mergulho, roupas que cubram a maior parte possível da pele. Ao perceber animais no mar ou na praia, a orientação é evitar o local.
O que fazer após o contato:
Em caso de contato com uma água-viva ou caravela, a pessoa deve sair imediatamente do mar e procurar o posto de guarda-vidas mais próximo.
A região atingida não deve ser esfregada com as mãos, toalha ou areia. Também não se deve utilizar água doce, álcool ou urina, pois essas práticas podem provocar a liberação de mais toxina pelos tentáculos que permanecem na pele.
Os primeiros cuidados recomendados pelo Ministério da Saúde são:
aplicar compressa gelada com água do mar ou utilizar um pacote fechado de gelo envolvido em pano, sem colocar o gelo diretamente sobre a pele;
retirar cuidadosamente os tentáculos com pinça, lâmina, cartão ou mão protegida;
aplicar vinagre sobre a região atingida, sem esfregar;
procurar avaliação de um profissional de saúde.
Quando procurar atendimento médico
A vítima deve receber atendimento imediato quando a área atingida for extensa ou quando apresentar dificuldade para respirar, febre, confusão, tontura, vômitos, reação alérgica, dor intensa ou sintomas que não diminuem.
Crianças, idosos e pessoas com histórico de alergias precisam de atenção especial. Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193.