
Assistente social de Ubatuba é alvo de procedimento após ataques contra delegada em grupo de WhatsApp
Cynthia de Freitas Vassão, servidora da Casa de Passagem, atribuiu à autoridade policial suposta proteção a investigada e fez acusações sobre sua vida pessoal sem apresentar provas no grupo.
A assistente social Cynthia de Freitas Vassão, que atua na Casa de Passagem de Ubatuba, tornou-se alvo de procedimento por possíveis crimes contra a honra após publicar ataques e acusações contra uma delegada da Polícia Civil em um grupo de WhatsApp dedicado a assuntos do município.
Segundo apuração do UBA24, Cynthia é prima de Jony Kleber Alves de Novaes, ex-marido de Camila Muniz dos Santos e apontado pela investigação policial como suspeito de mandar matar a comerciante. O vínculo familiar, entretanto, não permite concluir, por si só, que as publicações estejam relacionadas ao processo criminal.
Nas mensagens analisadas, Cynthia afirmou que a delegada teria amizade com uma investigada e teria prestado auxílio a ela. Entre as frases publicadas estão:
“Essa nossa delegada está demais…”
Em outro momento, escreveu:
“Estamos falando que ela era amiga da assassina.”
Cynthia também afirmou que “a Polícia Civil já foi boa”, declarou que o cargo de delegada “exige postura ilibada” e públicou a frase “cada mergulho é um flash”, em referência à autoridade policial.
As capturas mostram que as acusações foram divulgadas a um grupo com aproximadamente 180 participantes. Nas mensagens apresentadas, não foram anexados documentos, decisões judiciais, boletins de ocorrência ou outras provas que sustentassem as alegações contra a delegada.
A alegação de amizade, ainda que eventualmente confirmada, não demonstra automaticamente favorecimento, interferência em investigação ou proteção criminosa. Qualquer acusação dessa natureza depende de provas e de apuração formal pelos órgãos competentes.




Relembre o caso Camila do Pet Shop
A comerciante Camila Muniz dos Santos, de 42 anos, foi morta dentro do próprio pet shop, no bairro Ipiranguinha, em Ubatuba, na noite de 5 de abril de 2025. Imagens de segurança registraram a entrada de um homem encapuzado no estabelecimento e os disparos contra a vítima.
Jony Kleber Alves de Novaes, ex-marido de Camila, foi preso temporariamente durante a investigação, apontado pela Polícia Civil como suspeito de ter encomendado o crime. À época, ele negou envolvimento. A apuração também indicou a participação de um intermediário e de um executor.
Camila e o ex-marido estavam separados e discutiam judicialmente questões relacionadas ao divórcio, à divisão de bens, à guarda dos filhos e à pensão. A polícia também analisou registros anteriores de ameaças.
Possíveis consequências judiciais
O procedimento envolvendo as mensagens deverá verificar se houve calúnia, difamação ou injúria. A classificação dependerá do conteúdo completo, do contexto, da intenção da autora e das provas reunidas.
A calúnia prevê detenção de seis meses a dois anos e multa. A difamação prevê três meses a um ano e multa. A injúria simples prevê um a seis meses de detenção ou multa. A divulgação em grupo com grande número de participantes poderá ser considerada na análise da repercussão das publicações.
Além da esfera criminal, a delegada poderá buscar indenização por danos morais. Não existe valor automático: eventual indenização, multa criminal, custas e honorários serão definidos conforme o andamento do caso e as decisões judiciais.
O UBA24 mantém espaço aberto para manifestação de Cynthia de Freitas Vassão, da delegada citada, da Prefeitura de Ubatuba e da Polícia Civil.
Se a delegada quer mostrar postura idônea, que ajude a colocar na cadeia esse tal de Jony Kleber, pois todos sabemos quem foi o mandante desse crime.
E infelizmente a investigação do caso Berenice só andou quando caiu na mídia. Até então as amigas da degustação de vinho de Ubatuba estavam se ajudando e passando pano uma para a outra, a verdade é essa