UBATUBA TEMPO
19°C
Predomínio de sol
🌦
HOJE 🌦 21° 16°
SEX 🌦 22° 17°
SÁB 🌤 26° 18°
DOM 🌦 25° 21°
SEG 🌦 24° 20°
Polícia

Câmeras ajudam polícia a prender dupla pela morte de Mané Grilo em Ubatuba

Compartilhe esta matéria: WA WhatsApp f Facebook

Segundo o boletim de ocorrência, vítima foi atacada com faca, colocada em uma caixa plástica e arrastada até a Avenida Marginal

 

Um homem e uma mulher foram presos, nessa quarta, suspeitos de envolvimento na morte de Manoel Francisco de Souza, conhecido como Mané Grilo, em Ubatuba. Segundo o boletim de ocorrência, imagens de câmeras de segurança registraram a movimentação de um casal transportando algo que aparentava ser um corpo humano dentro de uma caixa plástica.

Os investigados foram identificados como Samuel de Almeida da Silva, de 26 anos, e Joyce Tatiana Vital de Souza, de 41. A Polícia Civil registrou o caso como homicídio consumado e ocultação de cadáver.

Manoel foi encontrado morto na quarta-feira (16), data em que completava 53 anos. O corpo estava em uma área de vegetação baixa, coberto por uma manta.

O campo de endereço do boletim registra a Avenida Marginal, na Praia do Sapê. No histórico da ocorrência, entretanto, os policiais situam o local às margens da Rodovia Rio-Santos, na altura do bairro Lázaro.

Ferimentos e sinais de arrasto

A perícia constatou uma escoriação na parte frontal do tórax e diversas lesões aparentemente provocadas por instrumento perfurocortante nas costas, principalmente no lado esquerdo.

A vítima também apresentava um ferimento na mão direita, descrito no boletim como uma possível lesão de defesa.

A informação inicial repassada pela Polícia Militar indicava seis perfurações nas costas. O boletim elaborado posteriormente pela Polícia Civil não informa a quantidade exata e registra apenas a existência de diversas lesões.

Algumas peças de roupa foram encontradas a certa distância do corpo e recolhidas pela perícia. Uma possível marca de arrasto também foi identificada na vegetação.

Vítima foi vista com casal

Uma irmã de Manoel informou à polícia que ele havia sido visto na companhia de um casal de andarilhos na noite anterior. Segundo o relato, os dois estavam havia aproximadamente um mês no bairro.

Durante os trabalhos no local, os policiais receberam a informação de que estabelecimentos próximos poderiam ter registrado imagens relacionadas ao caso.

Em um mercado da região, uma funcionária percebeu manchas de sangue em uma área externa e coberta. O local já havia sido limpo quando os policiais chegaram.

Ao verificarem as gravações do período noturno, os responsáveis pelo estabelecimento localizaram imagens de um casal colocando algo de grande porte, aparentemente um corpo humano, dentro de uma caixa plástica e deixando o local. Outras imagens mostrariam os dois circulando pelo bairro.

Suspeitos foram localizados no Perequê-Mirim

Com o auxílio de uma testemunha, policiais civis realizaram buscas pelos bairros Lázaro e Perequê-Mirim.

Na Rua João Lucas Messias, no Perequê-Mirim, a equipe foi informada de que o homem e a mulher haviam sido detidos por moradores. Os dois foram abordados e questionados pelos agentes.

De acordo com o boletim, Samuel e Joyce inicialmente admitiram que estiveram com a vítima, mas negaram participação no crime.

Ainda segundo o registro policial, após serem confrontados com as imagens obtidas durante a investigação, Samuel teria assumido a autoria dos golpes de faca. Joyce teria declarado que ajudou a colocar o corpo dentro da caixa plástica e a arrastá-lo até a Avenida Marginal, onde foi deixado coberto por uma manta.

Prisões ratificadas pela Polícia Civil

Os dois receberam voz de prisão por homicídio doloso e ocultação de cadáver. A autoridade policial ratificou as prisões em situação de flagrante presumido, considerando o intervalo entre o crime e a localização dos investigados.

O boletim de ocorrência foi concluído na noite de quarta-feira. O caso continua sob investigação para o esclarecimento da motivação, da dinâmica completa e da participação atribuída a cada suspeito.

As informações sobre as supostas confissões constam no boletim de ocorrência e integram a versão apresentada pela Polícia Civil. Os investigados ainda não foram julgados e têm direito à defesa.

Compartilhe esta matéria: WA WhatsApp f Facebook

Francisco Trevisan

Jornalista, MTB 0096161/SP, graduado em Comunicação Social pela Unitau e editor do UBA24. Atua na cobertura de Ubatuba e do Litoral Norte paulista.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *