
Ubatuba amanhece sem ônibus nesta terça-feira após motoristas paralisarem toda a operação
Pagamento não foi regularizado durante a madrugada e trabalhadores mantiveram os veículos na garagem; paralisação atinge todas as linhas do transporte coletivo municipal.
Ubatuba amanheceu nesta terça-feira (22) sem a circulação dos ônibus do transporte coletivo municipal. Os motoristas da empresa SOU paralisaram toda a operação após o pagamento reclamado pela categoria não ter sido regularizado até o início da jornada.
A paralisação havia sido anunciada ainda na noite de segunda-feira (21). Conforme antecipado pelo UBA24, a orientação transmitida aos trabalhadores era de que nenhum ônibus deixasse a garagem caso os valores permanecessem pendentes durante a madrugada.
Nas primeiras horas desta manhã, a paralisação foi efetivada e a operação permaneceu parada.
Com isso, passageiros que dependem dos ônibus para chegar ao trabalho, escolas, unidades de saúde e outros compromissos encontram o sistema municipal sem atendimento.
Sindicato havia marcado presença na garagem para as 4h
Áudios obtidos pelo UBA24 na noite de segunda-feira mostravam que representantes sindicais pretendiam estar na garagem da empresa a partir das 4h desta terça-feira, justamente no horário que antecede o início das primeiras linhas.
Um motorista explicou que a ordem era simples: se o pagamento fosse creditado antes da saída dos veículos, o serviço funcionaria normalmente. Caso contrário, os ônibus permaneceriam parados.
O depósito não ocorreu a tempo e a categoria iniciou a mobilização.
Em outro áudio, atribuído a representante do sindicato, a possibilidade de paralisação já havia sido comunicada à empresa durante a tarde de segunda-feira.
“Se não pagar, amanhã a gente vai parar. Amanhã de madrugada estamos na porta da empresa”, afirmou o representante na gravação.
Trabalhadores dizem que pagamento está atrasado desde sexta-feira
Segundo os motoristas, o pagamento era esperado desde sexta-feira e não havia sido depositado até a noite de segunda.
Um dos trabalhadores também relatou que situação semelhante teria ocorrido no mês anterior e que a categoria precisou interromper a operação para receber.
A informação sobre o episódio anterior é baseada no relato dos funcionários.
Os áudios também demonstram insatisfação com a falta de informações diretamente aos trabalhadores. Motoristas afirmam que não receberam uma explicação clara da administração da empresa sobre quando os valores seriam pagos.
Empresa teria citado repasse da Prefeitura
No relato encaminhado ao UBA24, um motorista afirma que a empresa teria atribuído o problema a um suposto repasse não realizado pela Prefeitura.
“Um está jogando para o outro”, resumiu o trabalhador ao comentar as explicações recebidas.
Até o momento, entretanto, não há confirmação oficial de que algum atraso de repasse da Prefeitura seja a causa da falta de pagamento.
Esse ponto precisa ser esclarecido pela empresa SOU e pelo Executivo municipal antes que qualquer responsabilidade seja atribuída.
Paralisação atinge cidade inteira
Com todos os veículos mantidos na garagem, a paralisação não fica restrita a uma determinada região ou linha.
O impacto alcança bairros das regiões Norte, Sul, Oeste e Central e atinge principalmente a população que depende exclusivamente do transporte público para se deslocar.
Os primeiros horários da manhã costumam concentrar trabalhadores que precisam chegar ao emprego, estudantes e pessoas com consultas ou exames marcados.
Em bairros mais distantes, a situação é ainda mais complicada pela ausência de alternativas regulares de transporte coletivo.
Não há previsão para retorno dos ônibus
A condição apresentada pelos trabalhadores continua sendo a regularização do pagamento.
Assim, não existe até agora horário confirmado para que os ônibus voltem a circular.
A operação poderá ser retomada caso a pendência seja solucionada e a categoria decida encerrar a paralisação.
Passageiros devem, portanto, acompanhar as atualizações antes de se dirigir aos pontos de ônibus.
UBA24 cobra explicações
O UBA24 busca posicionamento da empresa SOU, do sindicato e da Prefeitura de Ubatuba para esclarecer o motivo do atraso, se existe repasse municipal pendente, quais valores estão sendo cobrados pelos trabalhadores e qual a previsão para normalização do transporte.
Também é necessário esclarecer se haverá alguma operação emergencial ou medida destinada aos passageiros enquanto durar a paralisação.
Até as primeiras horas desta terça-feira, a situação era de paralisação total do transporte coletivo municipal, com os ônibus permanecendo na garagem.
A reportagem será atualizada caso o pagamento seja realizado e a operação seja retomada.